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03/08/2009
BLITZ VERIFICARÁ SITUAÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO
 

A Blitz será nesta quarta-feira (05/08) às 09h no Hipermercado Carrefour.

O Hipermercado foi escolhido, por que quase cinco anos do Fórum Permanente de Apoio e Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência – FAPED, Delegacia Regional do Trabalho e Sindicato dos Comerciários ter visitado o local e ter encontrado  só uma pessoa com deficiência contratado nesta rede de hipermercados em todo o Centro Oeste;


A AMEM/DF convidou para participar dessa blitz o Fórum Permanente de Apoio e Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência – FAPED, integrantes do Conselho de Direitos Humanos do DF – CDDPDH/DF  e Conselho de Direitos das Pessoas com Deficiência - CODDED, Superintendência Regional do Trabalho, Sindicato dos Comerciários do DF e  a Deputada Erika Kokay – da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do DF;
Dezoito anos depois da criação da Lei 8.213 que garante em seu artigo nº 93 a reserva de vagas para os trabalhadores com alguma deficiência, ainda há pouco a comemorar. Apesar dos avanços com a obrigatoriedade, que é aspecto determinante na inclusão das pessoas com deficiência, o desconhecimento por parte dos empregadores, contratação só de deficiências leves e a falta de qualificação profissional são os principais obstáculos a serem vencidos;

Criada em 1991, a lei destina de 2% até 5% das vagas para trabalhadores com deficiência em empresas com mais de cem funcionários;
Falta de qualificação profissional, empresas que contratam apenas deficiências leves e ausência de acessibilidade nas empresas – como rampas de acesso e sinalização em braile – são algumas dificuldades vivenciadas para quem tenta uma chance no mercado de trabalho;

Preconceito

Segundo levantamento da DRT-SP (Delegacia Regional do Trabalho de São Paulo), os dois tipos de deficiência da maioria dos profissionais contratados são: física (41.828) e auditiva (35.296). Estes números representam cerca de 90% do total de pessoas com deficiência inseridas no mercado de trabalho. Segundo o último balanço, 97.502 pessoas com deficiência foram incluídas no mercado de trabalho.


‘São poucos os números, mas os que estão registrados demonstram que os empregadores ainda estão muito tímidos nas contratações e temem como lidar com algumas deficiências como por ex. a deficiência mental. Alguns por discriminar e por não acreditar nas potencialidades. Por isso muitas pessoas com deficiências profundas, como um surdo profundo ou um cego total ficam em desvantagem aos com deficiências mais leves. Precisamos fazer uma grande revolução, para que a obrigação deixe de ser fator determinante na contratação e  esse segmento possa concorrer as vagas como os demais.” Conclui Michel Platini – presidente da AMEM/DF.
Informações: (61) 8141-3113 ou 3447-1850
 
 

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